Warning: session_start() [function.session-start]: Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at E:\wwwroot\corporativa\index.php:5) in E:\wwwroot\corporativa\libraries\joomla\session\session.php on line 418

Warning: session_start() [function.session-start]: Cannot send session cache limiter - headers already sent (output started at E:\wwwroot\corporativa\index.php:5) in E:\wwwroot\corporativa\libraries\joomla\session\session.php on line 418
Caatinga: 100% brasileira
 
Buscar
Imprimir E-mail
SEMA Altos Papos
Seg, 26 de Abril de 2010 08:56
Caatinga: 100% brasileira


Região de clima semi-árido, solo raso e pedregoso, porém fértil. A Caatinga é um bioma rico em recursos genéticos por conta da sua alta biodiversidade e, o melhor, exclusivamente brasileiro. Ocupa uma área de aproximadamente 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, abrangendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e Minas Gerais.

20100426_jorge 

No entanto, estudos mostram que esse é o terceiro ecossistema brasileiro mais degradado, ficando atrás apenas da Mata Atlântica e do Cerrado. Na Bahia, sua situação ainda é mais alarmante. O estado que detém 34% da Caatinga e é o que mais desmatou o bioma na história.

Na semana em que se comemora o Dia da Caatinga, 28 de abril, em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro nos estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho, lembramos também a importância desse bioma para o equilíbrio ambiental e a preservação da biodiversidade brasileira.

De origem tupi, a palavra “caatinga” significa mata branca, nome dado a um projeto criado com o objetivo de contribuir para a preservação, conservação e manejo sustentável do bioma nos Estados da Bahia e do Ceará. Em paralelo, promove melhores condições de vida aos habitantes dessas regiões através da introdução de práticas de desenvolvimento sustentável.
 
Coordenador do Projeto Mata Branca pela Secretaria do Meio Ambiente, Jorge Urpia nos fala um pouco mais sobre as peculiaridades da caatinga, esclarecendo quais as principais ameaças a esse bioma e qual as ações que o projeto prioriza para sua preservação.

Leia a entrevista na íntegra:


Intranet - 28 de abril é o Dia Nacional da Caatinga. Há motivos para comemorar ou esta é mais uma oportunidade para reforçar a proteção desse bioma?
Jorge –
É uma oportunidade para reforçar a importância do bioma caatinga. Nesse momento não tem muita coisa para comemorar porque ainda existem poucas ações de políticas públicas voltadas para a preservação desse importante bioma. Temos muito ainda o que fazer para recuperar e preservar a caatinga e a comemoração vai acontecer no futuro quando a gente conseguir implantar políticas públicas, projetos sociais produtivos e demonstrativos que consigam conservar e preservar a caatinga.

I - Qual a importância desse bioma para a preservação da biodiversidade e o equilíbrio do meio ambiente brasileiro?
J-
Toda reserva da biosfera, como a caatinga e os outros ecossistemas, são de suma importância para o funcionamento do nosso planeta. A caatinga é um bioma único e exclusivo do Brasil, ela possui uma característica completamente diferente de todos os outros biomas brasileiros. Sua vegetação, sua biodiversidade e seus animais são muito importantes e especiais no equilíbrio do meio ambiente brasileiro.

I - Quais os eventos programados para a Semana da Caatinga aqui na Bahia?
J-
Em relação ao Projeto Mata Branca, iremos participar do Dia Mundial da Caatinga, em Juazeiro. Estaremos participando dessa comemoração levando representantes do projeto, além de executar oficinas no município de Contendas do Sincorá. Também estaremos apresentando aos produtores rurais uma nova prática agrícola que está sendo implantada em Goiás chamada de Programa de Agricultura Integrada Sustentável – PAIS. Esse programa é voltado para a biodiversidade, práticas sustentáveis e agricultura familiar. Pretendemos também implantar o PAIS em uma unidade quilombola.

I - Recentemente, o MMA anunciou que a Bahia e o Ceará são os Estados que mais desmatam a Caatinga. Qual a representatividade desse bioma na Bahia e os números do desmatamento nos últimos anos?
J-
Como já falei anteriormente, a caatinga é importante por ser única, e por possuir essa característica seu uso é desordenado. Hoje, a caatinga possui uma área de aproximadamente de 300.977 Km² e desse número temos 149.619 Km² que já foram devastados, uma devastação anual de 0,55% do bioma. Esses números representam áreas de grandes desmatamentos e que provocam a desertificação sem recuperação. Com iss,o futuramente essas áreas irão se tornar desertas e sem utilização pela população. Evitar o uso desordenado desse bioma é o objetivo do Mata Branca que procura demonstrar as possibilidades de trabalho e exploração dessas reservas naturais de forma sustentável.

I - Quais os municípios baianos campeões de devastação da Caatinga? Existe alguma punição para esses casos?
J-
Só na Bahia nós temos entre os 20 colocados os municípios de Bom Jesus da Lapa em terceiro lugar, Campo Formoso em quarto, Tucano em sexto lugar, Mucujé em sétimo, Morro do Chapéu em décimo primeiro, Casa Nova em décimo segundo lugar e Euclides da Cunha ocupando a décima nona colocação. Ou seja, temos sete municípios incluídos entre os 20 que o Ministério do Meio Ambiente relatou como maiores áreas de desmatamento da caatinga. Esse é um número expressivo, que significa uma média de 0,55% de 2002 a 2008, representando 2763 Km² de devastação.

I - Há quanto tempo e em quais estados brasileiros o Projeto Mata Branca contribui com a conservação da biodiversidade da Caatinga?
J –
O Projeto Mata Branca foi assinado em 2007, como são cinco anos de projetos irá até 2012. É um projeto assinado entre o Banco Mundial, Governo do Estado da Bahia e o Governo do Estado do Ceará. O projeto atende seis municípios baianos dentre eles estão Jeremoabo, Contendas do Sincorá, Curaçá e Itatim. O projeto atua com uma série de oficinas de conscientização e manejo do bioma. Em 2010, no mês de fevereiro, já executamos uma oficina em Jeremoabo e recentemente em Contendas do Sincorá. Em junho acontecerá em Curaça e em agosto ou setembro em Itatim. As ações que nós executamos são exclusivamente nesses municípios e em áreas focais predeterminadas em estudos anteriores.


I - Quais as soluções defendidas pelo Projeto para reverter o processo de degradação que ameaça as espécies vegetais e animais da Caatinga?
J –
O Programa Mata Branca tem como base três componentes que são: Componente 1 - Apoio a instituições e políticas públicas para gestão integrada do ecossistema; Componente 2 - Subprojetos demonstrativos, promoções de práticas para gestão integrada de ecossistema e Componente 3 – Monitoramento, avaliação e disseminação do projeto. Ou seja, são componentes demonstrativos que deverão ser, em outro momento, utilizados e aplicados em outras comunidades que estejam inseridas no bioma caatinga.

Além disso, estamos apoiando um curso de avaliação ambiental e estratégica, em que estão sendo formados técnicos do estado que poderão contribuir para novas políticas públicas voltadas para a conservação do bioma. Estamos também promovendo a criação da unidade de conservação de Curaçá e a recuperação da Bacia do Rio Vermelho. Todas essas ações são voltadas para políticas públicas de conservação e gestão.

I - Em que ano foi criado o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga? Quais as suas principais linhas de atuação?
J-
O Conselho foi criado em 2002 e tem como objetivo a identificação de ações em áreas prioritárias para a conservação da caatinga e a sua biodiversidade. O seu objetivo principal é a preservação da biodiversidade biológica e o desenvolvimento de atividades de pesquisa, monitoramento ambiental, educação ambiental e o desenvolvimento sustentável para a melhoria e qualidade de vida da população do bioma caatinga.

I - De que forma esse Conselho atua no âmbito estadual? Qual a sua relação com o Projeto Mata Branca?
J-
Para efetivar o Conselho, foram criados Comitês. O objetivo principal de um Comitê é fazer com que as pessoas tomem conhecimento da situação desse bioma para que possam contribuir com as ações que estão acontecendo em relação à caatinga, potencializando o aumento das ações de todas as secretarias e de outras instituições.

O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga da Bahia deveria procurar se articular com instituições identificando práticas de todas as secretarias, de todos os municípios e de ONG’s que estejam voltadas para a conservação e preservação da caatinga, coisa que ainda não acontece.

I - O Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga da Bahia (CERBCAAT – BA) empossou seus novos membros para o biênio 2010/2011. Qual a expectativa de avanço dessa nova gestão?
J-
O Comitê tem muito trabalho a fazer. Acredito que o objetivo dos novos membros é intensificar os trabalhos procurando se aproximar mais de todos os programas e projetos voltados para a área da caatinga, contribuindo para disseminar uma boa prática sustentável. O objetivo maior a ser trabalhado são as políticas voltadas para conservação da biodiversidade e, acima de tudo, o apoio social de grupos que vivem da caatinga promovendo o desenvolvimento sustentável e contribuindo com a renda familiar da comunidade.

 

Por Surama Ribeiro




 

Comentários 

 
+2 #3 05-04-2012 09:24
Essa entrevista me ajudou bastante a conhecer melhor o bioma do lugar onde vivo.
Alem disso me ajudou no estudo do desenvolvimento sustentável nesse local que é um dos temas propostos de um concurso de redação do qual irei participar.
Apesar de ter somente 16 anos me preocupo com a natureza e o futuro de nosso planeta.
Muito obrigado pela ajuda.
Citação
 
 
+2 #2 11-05-2010 09:15
Parabéns meu colega!

Excelente entrevista.
Fico orgulhosa por vc.

grande abraço,

Síria Ramos
Citação
 
 
+3 #1 28-04-2010 12:33
Grande Urpia (Zeca)

Parabéns, gostei da entrevista.

Att,

Silvana Maia
Citação
 

Comentar


© Copyright 2009 • SEMA - Todos os Direitos Reservados

SEMA - Avenida Luís Viana Filho, 3ª Avenida, nº 390 - Plataforma IV - Ala Norte - CEP: 41.745-005 | CAB - Salvador - Bahia - Brasil
CERB - Avenida Luís Viana Filho, 3ª Avenida, nº 300 - Plataforma IV - Ala Norte - CEP: 41.745-005 | CAB - Salvador - Bahia - Brasil
INEMA - Avenida Luís Viana Filho, 6ª Avenida, nº 600 -  CAB - CEP 41.746-900 |CAB - Salvador - Bahia - Brasil